5 de abr. de 2011

Renascimento Arcaico



A história está terminando porque o dominador da cultura levou a espécie humana a um
beco sem saída, e com a inevitável aproximação do “caos de consumo das plantas”,
pessoas procuram por metáforas e respostas. Cada vez que uma cultura começa a ter
problemas, ela mesma regride ao passado olhando para o ultimo momento de sanidade
que já se conheceu. E o ultimo momento de sanidade que nós já conhecemos foi sobre
as planícies da África 15,000 anos atrás com o auxílio do embalo do grande e gostoso
cogumelo deus antes da história, antes de exércitos permanentes, antes da escravidão e
propriedade, antes da guerra, alfabetos fonéticos e monoteísmo, antes, antes, antes. E
este é local onde o futuro está nos levando, por que a fé secreta do século XX não é o
modernismo, a fé secreta do século XX é a nostalgia para o arcaico, nostalgia para o
paleolítico, e isso nos traz, body piercing, expressionismo abstrato, surrealismo, jazz,
rock-n-roll e a teoria da catástrofe. O espírito do século 20 é nostálgico para o paraíso
que uma vez que esteve sobre a existência do cogumelo pontilhado das planícies da
África quando a simbiose planta-humano que ocorreu nos puxou para fora do corpo
animal e através da utilização de ferramentas, criação de culturas, de imaginação,
explorando a criatura que somos. E por que isso importa? Isso importa por que mostra
que a saída é voltar e que o futuro é uma fuga para escapar do passado. Isso é o que a
experiência psicodélica significa. É uma porta saída da história para prover informações
sobre a eternidade. E eu disse para você isso porque se a comunidade entender o que os
matem juntos, ela estará mais bem habilitada a racionalizar a si própria para voar no
hiper-espaço porque o que nós precisamos é de um novo mito, o que nós precisamos é
de uma nova história verdadeira que nos diz onde estamos indo no universo, e que a
história verdadeira é que o ego é um produto da patologia, e quando a psilocibina é
regularmente parte da experiência humana, o ego é suprimido, e a supressão do ego
significa a morte do dominador, dos materialistas, do produto intangível. Psicodelia nos
faz voltar ao valor interior que existe em nós, a importância da experiência imediata
ninguém pode nos vender e você não pode vender isso pra ninguém, então a cultura
dominadora não está interessada em sentir a presença de uma experiência imediata, e é
isso que mantém a comunidade junta. E como podemos parar esses ridículos mitos da
ciência, e a obsessão infantil do mercado que nós descobrimos através da experiência
psicodélica que há no corpo, existem Niagaras de beleza, beleza alienígena, dimensões
alienígenas que fazem parte de nós mesmos, a parte mais rica da vida. Eu não penso em
ir para o túmulo sem ter uma experiência psicodélica assim como ir para o túmulo sem
nunca ter feito sexo. Isso significa que você não descobriu sobre o que é tudo isso. O
mistério está no corpo e da forma como o corpo trabalha na própria natureza. Que o
renascimento arcaico significa xamanismo, ecstacy, relatos de sexualidade, e da derrota
dos três inimigos das pessoas, e os três inimigos das pessoas são: a hegemonia,
monogamia e monotonia! E se você adquiri-los na caminhada pegará uma carona com
os dominadores, porque isso significa que você está se reconectando ao todo, e
reconectando-se com tudo isso significa colocar de lado a idéia de separatividade e
auto-definição através das coisas do fetiche. Conectar tudo isso significa escutar a
mente de Gaia, e a mente de Gaia é o que estamos chamando de experiência
psicodélica. A sua experiência da vida é uma realidade da inteligência do planeta. E sem
essa experiência estamos vagando em um deserto de ideologias fictícias. Mas com essa
experiência a bússola do si próprio pode ser definida, e essa é a idéia, descobrindo como
reiniciar a bússola do si próprio através da comunidade, através da dança extática,
através da psicodelia, sexualidade, inteligência e inteligência. Isto é o que temos de ter
para viajar nesse hiper-espaço.

http://mundocogumelo.wordpress.com/page/5/

1 de mar. de 2011

Seu Cerebro é Deus - Thimoth Leary

“IMPRIMINDO” A EXPERIÊNCIA TAOÍSTA

Em 1960-63, nós, pesquisadores sobre drogas, em Harvard entendemos que não sabíamos o suficiente sobre a enorme gama de reações ativadas pelas drogas que mudam o cérebro. Mesmo depois de centenas de viagens, nossos pilotos de teste veteranos reportaram maravilhosas novas dimensões de galáxias adentro. Por essa razão nós decidimos adiar nosso mapeamento navegacional. Toda semana, novas evidências mudavam os mapas. Sentimos-nos como os cartógrafos do século XVI na Europa Ocidental ansiosamente interrogando a tripulação retornando do novo mundo.

O Livro Tibetano dos Vivos, nossa primeira especulação em atualizar os velhos mapas de viagem neurológica, foi tão bem sucedido que nos alarmamos. Milhares de pessoas começaram a usar o jargão Tibetano dos Bardos e, um rumo definido à mania em direção ao Budismo estava se desenvolvendo.

Para desviar essa renascença pré-científica Oriental, nós rapidamente fomos em busca de outro texto, menos paroquial para descrever e guiar os astronautas do cérebro (aka neuronautas). A vantagem do Tao Te Ching era que esse texto Taoista era quase sem-conteúdo. Não existem monges devotos,

cabeças raspadas, chapéus vermelhos, chapéus amarelos, robes laranjas ou níveis específicos de paraíso, purgatório e inferno no Tao Te Ching.

O Tao celebra o fluxo constante da evolução, o fluxo eterno dos processos de energia em constante mutação. O conselho básico do Taoísmo — “Tudo muda de acordo com ciclos regulares e ritmos. Então fique frio, veja o declínio e flutue — e quando as ondas estiverem prontas, surfe-as”.

TAO TE CHING

O Tao Te Ching chinês, algumas vezes traduzido como A forma de Viver, escrito há cerca de 2.600 anos atrás, por um ou muitos filósofos chamados para nós de “velho camarada” — Lao Tsé — vai permanecer infinitamente moderno até que o homem tenha o mesmo tipo de sistema nervoso e lide com a gama de energias que agora encontra.

Tao é mais bem traduzido como “energia”, ou processo de energia — energia em seu estado puro e desestruturado — o “E” da equação de Einstein — e seus estados de estrutura incontáveis e temporários — o “M” da equação de Einstein. O Tao é uma ode à física nuclear, à vida, ao código genético, àquela forma de estrutura de energia transiente que chamamos de “homem”, àquelas formas de energia mais estáticas e sem vida que chamamos de artefatos e símbolos do homem. A mensagem do Tao Te Ching é que tudo é energia, toda energia flui; todas as coisas continuamente se transformam.

Tao Te Ching é divido em 2 livros — o primeiro, compreendendo 37 capítulos, o segundo 44. É uma série de 81 versos que celebram o fluxo de energia, suas manifestações, e, no lado prático, as implicações para os esforços do homem. A maioria dos sutras pragmáticos do Tao foi direcionada a um governante de um estado e seus guias espirituais. Como todos os grandes textos, o Tao foi reescrito e reinterpretado em todos os séculos, os termos para Tao também mudam em cada século. Conselhos dados por filósofos para seus cardeais podem ser aplicados a como conduzir sua casa, seu escritório e também uma experiência psicodélica.

TRADUÇÃO PARA O “PSICODELIQUÊS”

Durante aquele período, escrevi as Orações Psicodélicas do Tao Te Ching — o primeiro livro especificamente designado a reimprimir os cérebros humanos durante os “períodos críticos” de vulnerabilidade neural. Por sinal, esse é o segundo livro explicitamente designado como um manual de lavagem cerebral. O intuito insidioso desse Dr. Frankenstein era o de preparar os jovens que tomavam grandes doses de LSD a absorver uma nova visão da realidade baseada em uma ciência pós-einsteiniana e pós-DNA.

Pelos anos que milhares de jovens com doutorados entraram em suas carreiras na ciência, eles tiveram seus cérebros direcionados a esse livro de hinos, odes e cânticos ao átomo, à espiral do DNA, e ao cérebro. O livro Orações Psicodélicas foi reimpresso mais de 20 vezes e provavelmente arqueou mais de 200.000 jovens cérebros.

Essas traduções do inglês ao “psicodeliquês” foram feitas enquanto sentados sobre uma árvore de bambu em um aclive gramado das montanhas de Kumaon olhando por cima os cumes de neve do Himalaia. Eu tinha 9 traduções do Tao. Eu selecionava um capítulo do Tao e o lia e relia em todas as 9 versões. Cada mente ocidental, é claro, fez sua própria interpretação do fluxo caligráfico. Mas após horas de releitura e meditação, a essência do poema murmuraria. Lentamente uma versão psicodélica do capítulo emergiria.

O primeiro anteprojeto seria então colocado no microscópio psicodélico. Por muitos anos eu demandei a busca pela yoga em sessões de LSD semanalmente. E em cada momento que nosso cozinheiro maometano andava pela vila, ele trazia um pedaço de “attar” do tamanho de um lápis de cera, ou essência da resina da planta da maconha, algumas vezes chamado de haxixe. O LSD abriu as lentes da consciência celular e molecular. O “attar” purificou as janelas dos sentidos. Durante essas sessões, eu lia grande parte do rascunho recente dos poemas do Tao. Uma modesta experiência para esse poeta — ter minhas palavras expostas à exaltação psicodélica sem piedade.

18 de fev. de 2011

As Dez Plantas Mestras

O Xamanismo Ancestral dividiu as plantas em 3 categorias: plantas medicinais, plantas de poder e plantas mestras professoras. As plantas medicinais são mais utilizadas para fins analgésicos em geral, as plantas de poder fornecem uma conexão com dimensões energéticas/espirituais superiores, como o Mundo dos Espíritos e as plantas mestras professoras tem o objetivo de não apenas nos remeter ao Mundo dos Espíritos, bem como nos ensinar, guiar e orientar, nos ajudando a compreender o Universo e nosso micro-universo, sob novas perspectivas e pontos de vistas mais sutis, assim como também podem nos remeter ao passado para resgatar alguma habilidade perdida, também atuam como poderosas ferramentas de cura, tanto fisica como emocional, mental e espiritual.

Existe no mundo centenas de milhares de espécies vegetais, dessa imensidão de plantas o homem não conhece 20 porcento. Estudando suas utilidades curativas e de auto-conhecimento nossos ancestrais encontraram grande magia nas plantas. Desde tempos remotos o homem já se concectava com sua Divindade através de Bebidas Sagradas, desde o SOMA da Índia à Ayahuasca Sulamericana, em todos os continentes do planeta acharemos evidências e práticas espirituais que ainda utilizam tais meios para se concectarem com o Mundo dos Espíritos e assim, obter cura e auto-conhecimento.

Relacionamos 10 plantas mestras professoras muitos significativas na atualidade no meio xamânico. Estas plantas quando utilizadas da maneira correta e ministradas por xamãs sérios e experientes, nos proporcionará experiências agradáveis e curas significativas em nossas vidas.

As 10 Plantas Mestras Professoras:

1 - CHACRONA (Psichotria viridis) e JAGUBE (Banisteria caapi)

Chacrona e Jagube A Chacrona e o Jagube estão no topo da classificação, em empate. Sua substância ativa é o DMT (N-dimetiltriptamina). São as plantas mestras professoras mais poderosas do xamanismo, da preparação de ambas nasce a Bebida Sagrada conhecida como Ayahuasca ou "Vinho das Almas". Plantas originárias da América do Sul, encontradas em toda a região amazônica. Utilizada para busca de auto-conhecimento e cura por pajés, xamãs e curandeiros.

2 - PEYOTE (Lophophora williamsii)

PeyoteO peyote é um cacto originário da América Central e é muito utilizado pelas tribos indígenas do México e dos Estados Unidos. A substância ativa encontrada é a mescalina. Esta planta é utilizada em rituais de cura e nos remete a experiências visionárias, é utilizada pela Igreja Nativa Americana em seus cultos sagrados.

3 - WACHUMA (Trichocereus Pachanoi)

WachumaO Wachuma ou San Pedro é um cacto originário da região dos Andes, Chile, Bolívia, Perú, Equador e Colômbia. Sua substância ativa é a mescalina. Planta utilizada para cura e experiências visionárias e adivinhatórias, onde o xamã é levado a ter a visão da cura do enfermo, o espírito da planta entra em contato com o xamã ensinando-o a expulsar a enfermidade.

4 - IBOGA (Tabernanthe iboga)

IbogaA Bebida Sagrada mais usada na África chama-se Bwitists, que é uma preparação da raíz do Iboga, planta mestra muito utilizada pelos pigmeus, tribo indígena africana. Sua substância ativa é o alcalóide ibogaína. Muito utilizado pelos xamãs africanos em sessões de cura. O Iboga estimula o sistema nervoso central e induz a experiências visionárias e a transes profundos.

5 - DATURA (Datura wrightii e Datura stramonium)

DaturaExistem diversos tipos de Datura, porém, as únicas que são realmente plantas mestras professoras são a Datura wrightii e a Datura stramonium. Planta originária do México e Estados Unidos, porém, a Datura stramonium é encontrada no Brasil. Sua subtância ativa é a scopolamina. É uma das plantas mestras mais perigosas, deve apenas ser ministradas por xamãs muito experiêntes. Experiências recreativas podem ser fatais.

6 - JUREMA (Mimosa hostilis)

JuremaA Jurema, também conhecida como Jurema-preta, também é nome de uma Bebida Sagrada feita com a raiz da árvore do mesmo nome (Mimosa hostilis). Os pajés, sacerdotes tupis, também fazem outra Bebida Sagrada da jurema-branca (Mimosa verrucosa), para estimular sonhos afrodisíacos. É um tipo de Bebida Sagrada servida em reuniões especiais. Das raízes e raspas dos galhos, os feiticeiros e pajés, babalorixás, os mestres do catimbó, os pais-de-terreiro do candomblé de caboclo fazem uso abundante. Sua substância ativa é o DMT (N-dimetiltriptamina). É utiliza tradicionalmente para fins medicinais e religiosos. Sua casca é usada para fins medicinais e a casca de sua raiz é a parte da planta usada nas cerimônias religiosas, pois possui maior parte dos alcalóides psicoativos.

7 - SOMA (Amanita muscaria)

Amanita (Soma)O nome SOMA provém dos Vedas, escrituras sagradas da Índia, que nos relata que esta seria a Bebida Sagrada mais antiga da humanidade. SOMA é a Bebida Sagrada preparada com o cogumelo Amanita muscaria. Sacramentado até os dias de hoje na Índia, Sibéria e Austrália, por tribos aborígenes. A substância ativa do SOMA é o alcalóide ephedrina, que nos remete a transes extâticos profundos, conhecido como samadi em sânskrito.

8 - LÓTUS AZUL (Nymphaea caerulea)

Lótus AzulEsta planta mestra é originária no Egito antigo, assim como também é encontrada na América do Sul. A Bebida Sagrada é feita através das flores da planta. Suas substâncias ativas são os alcalóides nuciferina e apomorphina, que nos enduz a experiências visionárias. Desta planta também são realizados diversos preparos afrodisíacos.

9 - SÁLVIA (Salvia Divinorum)

Salvia DivinorumExistem diversas espécies de Sálvia, porém, a única considerada como planta mestra professora é a Salvia Divinorum. Também conhecida como Maria Pastora pelas tribos indígenas mexicanas e Diviner's Sage pela tribos americanas. Sua substância ativa chama-se Salvinorin A. Planta que nos remete a experiências visionárias.

10 - PARICÁ ou YOPO (Anadenanthera peregrina)

ParicáParicá é o extrato moído, rapé, do caule ou das sementes da árvore conhecida no Brasil como Angico. Planta originária da América do Sul, encontrada especialmente no Brasil. Sua substância ativa é o DMT (N-dimetiltriptamina). Muita utilizado pelas tribos indígenas em rituais de cura e em experiências adivinhatórias, onde o xamã ou pajé, é levado a ter a visão da cura do enfermo. Durante o ritual o xamã inala junto com o enfermo uma quantidade do rapé de paricá para entrarem no estado alterado de consciência, estado este que proporciona as experiências de cura.

Receba sempre meus mais sinceros cumprimentos xamânicos em nome de todas as sagradas tradições,

Akaiê Sramana - Grão-Mestre e Fundador Acharya da Sagrada Tradição Xamanismo Ancestral
Akaiê Sramana
Grão-Mestre e Fundador Acharya da Sagrada Tradição Xamanismo Ancestral
Fundador da ALDEIA DE SHIVA - Centro Espiritualista Universal Xamânico Ancestral
Grão-Mestre e Codificador do R'XA - REIKI XAMÂNICO ANCESTRAL

16 de nov. de 2010

Seu Cérebro é Deus - Timothy Leary

Capítulo 1
TEOLOGIA FAÇA-VOCÊ-MESMO

Quatro meses antes de ter sido demitido da Universidade de Harvard, a Associação de Psicólogos Luteranos nos convidou para que discursássemos na Associação Americana de Psicologia de 1963. Nos anos 50 eu administrei “screening tests” para a maioria dos jovens pastores na Igreja Luterana, e então me perguntei se essas contribuições para a fé estariam, talvez, sendo reconhecidas. Os discursos eram uma tentativa de cientifizar o mito e mitificar a ciência. Nós estávamos tentando, tão romanticamente, tornar heróicas – santificar - nossas vidas, suas vidas, a vida por si só.
Uma dissertação descrevendo minha teologia summa1 foi largamente relançada em várias línguas e provavelmente contribuiu para o desabrochar dos jovens cientistas visionários que nos anos 80, tendo de 30 a 45 anos, estavam trespassando as fronteiras da física, química e biologia. Eu tenho trabalhado na tradução de edições clássicas de teologia, na linguagem da ciência moderna pelos últimos 18 anos, refinando e atualizando. Essa era minha teologia summa e deve ter sido a primeira filosofia de grande amplitude a lidar com evolução, tanto de espécies como de indivíduos; tanto do passado como do futuro.
É seguro estimar que mais de 100 jovens físicos e um grande número de biólogos leram aquele primeiro paper em algum ponto no caminho. Imagine-se um impressionável, brilhante estudante de universidade, por volta de 1964-70, buscando, experimentando, sonhando os sonhos de magnificência, idealismo e esplendor que caracterizaram mais que um período otimista utópico.
TEOLOGIA ATIVISTA
Essa é uma teologia ativista e faça-você-mesmo. Deus é definido em termos de tecnologias envolvidas em criar um universo e construir os estágiosóbvios da evolução. À pessoa interessada em jogar o Jogo-de-Deus são dadas sugestões para que se ativem os vários níveis de inteligência em seus próprios cérebros e DNAs, expressando-as através das ferramentas da ciência moderna. A qualquer ser humano que deseje aceitar a responsabilidade, são oferecidos os poderes tradicionalmente atribuídos à divindade.

CAPÍTULO 2
RITUAL SACRAMENTAL
Há muitos anos atrás, em uma ensolarada tarde em um jardim de Cuernavaca, eu comi 7 tão-chamados “cogumelos sagrados” que me foram dados por um cientista da Universidade do México. Durante as próximas 5 horas, eu fui rodopiado por uma experiência que foi, acima de qualquer questão, a mais profunda experiência “religiosa-filosófica” de minha vida. E foi totalmente elétrica, celular, científica e cinematográfica.
Reações pessoais, por mais que passionais, são sempre relativas e têm pouco significado geral. Depois vêm as questões, “hum?! Por quê? E dai?!”
Muitos fatores predispostos – fisiológicos, emocionais, intelectuais, ético-sociais e financeiros – levam uma pessoa a estar preparada para uma dramática experiência de expansão mental e conduzem outros a se contrair a novos níveis de inteligência. A descoberta do fato de que o cérebro humano possui uma infinidade de potencialidades e pode operar em espaços inesperados nas dimensões do espaço-tempo me deixou ingenuamente animado, amedrontado e um tanto quanto convencido de que havia acordado de um longo sonho ontológico.
Desde minha “brain-activation-illumination” de agosto de 1960, eu tenho repetido esse ritual bioquímico – e, para mim, sacramental - dezenas de milhares de vezes, e todas as subseqüentes “expansões” cerebrais me admiraram com as mesmas revelações filosófico-científicas da primeira experiência.
Durante o período de 1960-68 eu tenho sido sortudo o bastante para colaborar com centenas de cientistas e alunos que se juntaram aos vários projetos de pesquisa e busca. Em nossos “brain-activation centers” em Harvard, no México, Marrocos, Almora, Índia, Millbrook e nas montanhas da Califórnia, nós organizamos “brain-change experiences” para centenas de milhares de pessoas de todas as andanças de vida, incluindo mais de 400 profissionais religiosos de tempo integral – cerca de metade profetizando a fé Cristã ou Judaica e a outra metade pertencendo a religiões orientais, célticas ou pagãs.

PRINCÍPIOS
Em 1962, um grupo informal de pastores, teólogos, ativos acadêmicos e psicólogos religiosos, no ambiente de Harvard, começou a encontrar-se uma vez por mês para dar continuidade a esse princípio. Esse grupo era o núcleo principal de planos da organização que assumiu a fiança para nossa pesquisa de expansão-da-consciência – IFIF*, em 1963, a Fundaçao Castalia em 1963-66 e a Liga para Descoberta Espiritual em 1966. Nosso impulso e liderança originais vieram de um seminário sobre experiência religiosa relacionado à confusão alarmante que afloramos nos círculos psiquiátricos seculares da época.

...

DEUS - O ARTISTA HEDONISTA
O conceito de Deus, o Hedonista, emergiu na Grécia nos séculos antes de Cristo. Aqui, as maravilhosas noções de individualidade e democracia afloraram pela primeira vez. Se o ser humano singular é a unidade da vida, então naturalmente o indivíduo vai desenvolver uma filosofia pessoal e selecionar seu próprio estilo de auto-recompensa.
A idéia de beleza, a adoração do corpo humano, sua vestimenta, nutrição, recreação, exibição e sua harmonia com ambientes estéticos duraram pelas hegemonias de Alexandre, Roma, do Catolicismo, apareceram de repente de forma magnífica no Renascimento, andaram na onda do Protestantismo e apareceram no século XX na forma do boêmio, o artista, divertidor, o designer, o(a) playboy-playgirl.
Algumas religiões caprichosamente permitiram cultos que focassem na energia somática e na sensualidade sagrada. O Tantra — tanto Bengali como Tibetano, Zen, Judaico Hasidico, preservaram as noções da kundalini, consciência do cakra, erotismo-espiritual, exuberância absorta e estados místicos alterados. Mas o Hedonismo sempre foi facilmente restringido por estados religiosos centralizados e restritos a uma casta especializada de artistas geralmente padronizados e tolerados pelos soberanos. Isso funcionou bem. Os mestres precisavam dos esteticistas hedonistas para entreter e embelezar enquanto a grande massa do povo era mantida no asceticismo submissivo. As classes mais baixas e as minorias eram usualmente permitidas se pouparem da sensualidade indecente, rigorosamente condenada pelos burgueses moralistas.
No século XX, o conceito de indivíduo de repente se tornou popularizado e vulgarizado. Duas guerras mundiais moveram populações, reduzindo a influência da censura moral paroquial. Psicoanalistas introduziram a noção de auto-progresso. A explosão da cultura do vídeo/filme treinou o povo a ligar e sintonizar o entretenimento que desejassem. A mania do consumismo material dos anos 50 fortificou a idéia de que a pessoa trabalhadora estava titulada a escolher o que era bonito — isto é,coisas compráveis.

RESSURREIÇÃO DO CORPO
Nos anos 60, a tradição de 2.500 anos de auto-descoberta e auto-indulgência finalmente afloraram como um fenômeno massivo. A grande difusão do uso de drogas hedonistas levou à ressurreição do corpo. O consumismo sensual. A liberação sexual. Vestido erótico, dança, fala, impressão, filme, música. Métodos de saúde holísticos. Dieta, jogging, a última moda. A pessoa trabalhadora descobriu que seu próprio corpo pertencia não ao estado ou ao moralista ou doutor autoritário, mas a ela mesma.
O uso continuamente expandido de drogas que “ativam” o cérebro nos anos 70 construiu o momentum hedonista por causa do fato neurológico óbvio de que as drogas “ligam” o corpo. Um dos horrores absortos da experiência de LSD é o
confronto repentino com o seu próprio corpo. Você é jogado de catapulta dentro da matriz de quadrilhões de células enroscadas e sistemas de comunicação somáticos, varrido aos túneis e canais de suas próprias cachoeiras. Você tem visões de processos microscópicos, estranhos e padrões de tecido ondulatórios. Você é socado com a fantástica arte das lojas internas, contraindo-se de medo ou berrando de prazer no incessante empurrão, na batalha, e no transporte do maquinário biológico te absorvendo.

O PARAÍSO DENTRO DE SI
Aqui está a sabedoria antiga de gnósticos, hermetistas, Sufistas, Gurus Tantra, yogis e curadores ocultistas. Seu corpo é o espelho do macrocosmo, o reino do paraíso dentro de você. Tantras Tibetanos e Indianos, e workshops modernos de psicologia treinam os estudantes a prestar atenção nas energias e mensagens do corpo.
Por 1.981 o Americano inteligente estava começando a definir seu corpo como uma estação de recebimento complexa, um satélite de comunicação sagrado, um telescópio bípede, um mosaico de microfones de toque, cheiro, audição e paladar captando as vibrações de sistemas de energia planetários, uma retina em ABC mundial, um tímpano RCA, um “Cheira e Diz” Internacional, um laboratório consolidado de Comidas Gerais. O Deus do senso incomum.

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2 de jul. de 2010

Os vegetais alucinógenos que ocorrem no Brasil

O nosso país, principalmente através de sua imensa riqueza natural, tem várias plantas alucinógenas. Os mais conhecidos estão citados a seguir.

---Cogumelos
O uso de cogumelos ficou famoso no México, onde desde antes de Cristo já era usado pelos nativos daquela região. Ainda hoje, sabe-se que o "cogumelo sagrado" é usado por alguns pajés. Ele recebe o nome científico Psilocybe mexicana e dele pode ser extraído uma substância de poderosa alucinógena: a psilocibina. No Brasil ocorrem pelo menos duas espécies de cogumelos alucinógenos, em deles é o Psilocybe cubensis e o outro é espécie do gênero Paneoulus.


---Jurema
O vinho de Jurema, preparado à base de planta brasileira Mimosa hostilis, chamado popularmente de Jurema, é usado pelos remanescentes índios e caboclos do Brasil. Os efeitos do vinho são muito bem descritos por José de Alencar no romance Iracema. Além de conhecido pelo interior do Brasil, só é utilizado nas cidades em rituais de candomblé por ocasião de passagem de ano, por exemplo. A Jurema sintetiza uma potente substância alucinógena, a dimetiltriptamina ou DMT, responsável pelos efeitos.


---Mescal ou Peyot
Trata-se de um cacto, também utilizado desde remotos tempos na América Central, em rituais religiosos. Trata-se de um cacto o qual produz a substância alucinógena mescalina. Não existe no Brasil.


---Caapi e Chacrona
São duas plantas alucinógenas que são utilizadas conjuntamente sob forma de uma bebida que é ingerida no ritual Santo Daime ou Culto da União Vegetal e várias outras seitas. Este ritual está bastante difundido no Brasil (existe nos Estados no Norte, São Paulo, Rio de Janeiro, etc.) tendo o seu uso na nossa sociedade vindo dos índios da América do Sul. No Peru a bebida preparada com as duas plantas é chamada pelos índios quéchas de Ayahuasca que quer dizer "vinho da vida". As alucinações produzidas pela bebida são chamadas de mirações e os guias desta religião procuram "conduzi-las" para dimensões espirituais da vida.
Uma das substâncias sintetizadas pelas plantas é a DMT já comentada em relação à Jurema.

---Efeitos no cérebro
Já foi acentuado que os cogumelos e as plantas analisadas acima são alucinógenas, isto é, induzem alucinações e delírios. É interessante ressaltar que estes efeitos são muito maleáveis, isto é, dependem de várias condições, como sensibilidade e personalidade do indivíduo, expectativa que a pessoa tem sobre os efeitos, ambiente, presença de outras pessoas, etc., como a bebida do Santo Daime.
As reações psíquicas são ricas e variáveis. Às vezes são agradáveis ("boa viagem") e a pessoa se sente recompensada pelos sons incomuns, cores brilhantes e pelas alucinações. Em outras ocasiões os fenômenos mentais são de natureza desagradável, visões terrificantes, sensações de deformação do próprio corpo, certeza de morte iminente, etc. São as "más viagens".
"Tanto as "boas" como as "más" viagens podem ser conduzidas pelo ambiente, pelas preocupações anteriores (o experimentador costumaz sabe quando não está de "cabeça boa" para tomar o alucinógeno) ou por outra pessoa. Esse é o papel do "guia" ou "sacerdote" nos vários rituais religiosos folclóricos, que, juntamente com o ambiente do templo, os cânticos, etc., são capazes de conduzir os efeitos mentais para o fim desejado".

----Efeitos no resto do corpo
Os sintomas físicos são pouco salientes, pois são alucinógenos primários. Pode aparecer dilatação das pupilas, suor excessivo, taquicardia e náuseas/vômitos, estes últimos mais comuns com a bebida do Santo Daime.

---Aspectos Gerais
Como ocorre com quase todas as substâncias alucinógenas, praticamente não há desenvolvimento de tolerância; também comumente não induzem dependência e não ocorre síndrome de abstinência com o cessar de uso. Assim, a repetição do uso dessas substâncias tem outras causas que não o evitar os sintomas de abstinência. Um dos problemas preocupantes com o uso desses alucinógenos é a possibilidade, felizmente rara, da pessoa ser tomada de um delírio persecutório, delírio de grandeza ou acesso de pânico e, em virtude disto, tomar atitudes prejudiciais a si e aos outros.

1 de jun. de 2010

Amor Alienigena


Terence McKenna and Spacetime Continuum – Alien Dream Time; Faixa 3.


Olá... Então isso foi como uma introdução, agora uma palestra para os que precisam ouvir sobre o assunto de como é ir mais profundo em si e o quão grande isso se torna.

Eu me lembro da primeira, a primeira vez que fumei DMT, foi uma espécie de marco vocês poderiam dizer. Eu me lembro desse amigo meu que sempre esteve lá por primeiro, com esse pequeno cachimbo de vidro e este objeto que parecia com bolas de naftalina laranja e desde que eu fui graduado pelo Dr. Hoffman percebi que não haveria mais surpresas. Então a única pergunta que fiz foi “Quanto tempo dura?” e ele disse “Coisa de cinco minutos”. Então eu fiz isso e... Houve uma coisa, como uma flor, como um crisântemo em laranja e amarelo que era tipo um movimento giratório, que roda sobre si mesmo, e então isso foi como se eu tivesse sido empurrado por trás e caído através do crisântemo em outro lugar que não se parecia com um estado da mente, mas parecia outro lugar, e o que estava acontecendo neste lugar à parte do bom gosto ligado à iluminação indireta, e as arrepiantes alucinações geométricas ao longo das paredes cúpulas, o que estava acontecendo era que havia um monte de seres ali, um monte do que eu chamo de maquina élfica de autotransformação, tipo como bolas de basquete com jóias todas driblando seus caminhos em direção a mim, e se eles tivessem rosto teria sido para sorrir, mas eles não têm face, e eles asseguraram que me amavam e disseram para não me surpreender, não ceder ao assombro. E assim eu os assisti, apesar de eu não saber se talvez eu realmente devesse ter feito isso desta vez, o que eles estavam fazendo era fazer objetos vir à existência cantando-os por sua existência.

Objetos que se pareciam com Ovos de Fabergé de marte mudando a forma deles mesmos com estruturas alfabéticas mandaicas. Eles se parecem a concrescência da lingüística intencionalmente colocada através de uma espécie hiper-dimensional transformada em um espaço tri-dimensional, essas máquinas se ofereceram a mim.

Percebi quando eu olhei para eles que, se eu pudesse fazer apenas um destes pequenos berloques voltar, nada jamais seria o mesmo novamente. E eu perguntava, Onde estou? E o que está acontecendo? Ocorreu-me que isto deveria ser projeções holográficas virais de um autônomo continuo que de algum modo me intercedeu, e então eu achei que a mais elegante explicação seria tomar isto de frente valiosamente e ter consciência que eu tinha quebrado uma ecologia de almas, e que de alguma maneira eu estava dando uma olhadinha do outro lado, de alguma forma eu fui descobrir que a coisa que você alegremente supõe você não pode descobrir. Mas senti que fui descobrindo e senti-lo...

E então eu não posso lembrar o que senti porque o pequeno excêntrico da

autotransformação interrompeu-me e disse, “Não pense sobre isso. Não pense sobre quem você é. Pense em fazer o que estamos fazendo. Faça isso, faça isto agora. FAÇA!”


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Tradução e transcrição: Rafael Fernandes Cavalcante

(hibotic@hotmail.com ou www.myspace.com/rafaakahibotic )

(Nota: Alien dreamtime foi um evento multimída gravado nos dias 26 e

27 de fevereiro de 1993 no teatro Transmission, San Francisco, CA.)



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